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Investigadores internacionais debatem na Horta pescas acessórias e acidentais

A Europa e os Açores estão preocupados com o número elevado de peixe sem valor comercial que aparece preso nos anzóis dos aparelhos de pesca de superfície (longline). São espécies de elevado sentido predatório e percorrem a zona superficial do oceano em busca de alimento que são capturadas por acidente.

Investigadores internacionais debatem na Horta pescas acessórias e acidentais

Nove países europeus, duas regiões ultraperiféricas e três países extracomunitários procuram artes de pesca mais selectivas 
 

A Europa e os Açores estão preocupados com o número elevado de peixe sem valor comercial que aparece preso nos anzóis dos aparelhos de pesca de superfície (longline).

São espécies de elevado sentido predatório e percorrem a zona superficial do oceano em busca de alimento que são capturadas por acidente.

Até agora a tintureira, o tubarão de pontas brancas oceânico, o tubarão sedoso e o espadarte juvenil eram as espécies mais capturadas.

“Essas capturas acessórias e acidentais em alguns casos podem atingir até os 80% de um lançamento numa pescaria” disse Pedro Afonso, investigador do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

“É com esta preocupação que, o projecto internacional sobre a mitigação de pescarias oceânicas ( Mitigating Adverse Impacts of Open Ocean Fisheries) pretende intervir junto da União Europeia”.

As diferentes oficinas (Workshops) a decorrerem no Centro do Mar, na cidade da Horta, até ao dia 5 de Maio, procuram o cruzamento de informações técnicas e cientificas no sentido da criação de artes de pesca mais selectivas, principalmente em espécies de fraca reprodutividade.

Procuram também criar no Atlântico áreas classificadas de estudo sobre os impactes destas pescarias na biodiversidade oceânica do Atlântico Nordeste.

Voltaram a sua atenção para as duas maiores pescarias em oceano aberto em que a frota comunitária está envolvida: a pescaria de longline e a pescaria de cerco ao atum.

Um assunto que, ganha acuidade, no horizonte, começa a aparecer uma indústria que aproveita cada vez mais o tubarão para a alimentação humana.

O volume de captura de peixe por acidente no Atlântico não é de desprezar.

Existem dados que indicam que perto de 80% das pescarias de tintureiras são acidentais e a mortandade desta espécie, de ainda pouco valor económico, muito grande.

Nove países, duas regiões ultraperiféricas e três países extra comunitários trocam experiências e conhecimentos para tornar as artes de pesca mais selectivas e menos acidentais.

Caso se interesse mais por este assunto pode consultar a página www.made-project.eu .

Por: Luís Branco
Fonte:
RTP / Antena1 Açores
Ver Notícia original - Clique Aqui

 



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